sexta-feira, 14 de julho de 2017

Sistema de piloto automático da Linha 4 do metrô passa por testes

07/07/2017 - Governo do Rio de Janeiro

O secretário de Estado de Transportes, Rodrigo Vieira, percorreu, na madrugada desta sexta-feira (6/7), as estações da Linha 4 do metrô para acompanhar o serviço de testes do piloto automático. O sistema, adotado também na linha 1, reduz o consumo de energia e melhora a performance do trem, dando mais previsibilidade e regularidade à operação. 
  
Para começar a operar completamente, o sistema passará por testes operacionais, realizados pela equipe técnica do MetrôRio, em conjunto com os testes de performance, executados pela Siemens, empresa responsável pela instalação dos equipamentos. 

"Essa é mais uma etapa da implantação da Linha 4, que vai garantir ainda mais comodidade para quem utiliza o metrô. A principal percepção da população serão as paradas nas estações e saídas mais suaves. O piloto automático vai permitir extrair o máximo de performance da linha", afirmou Rodrigo Vieira. 

Segundo Constantino Battista, gerente de projetos da Siemens, a fase final de ajustes dura até o fim do mês. 
  
"As cartas liberatórias serão expedidas até final de julho, quando a operadora do metrô deve começar a fazer os testes operacionais. Com o piloto automático instalado, será possível atingir o menor intervalo de tempo possível entre as composições, melhorando a experiência do usuário", disse.



quarta-feira, 28 de junho de 2017

Metro no Rio vai sendo tomado por artistas mambembes, ambulantes e pedintes

28/06/2017 - O Globo

POR RICARDO NEVES 

Inovação nos leva para um futuro melhor e mais desejável. Desinovação é um desmonte que nos remete a um passado que não gostaríamos de retornar.

O foco deste meu blog é predominantemente inovação. No caso da mobilidade urbana, por exemplo, há algumas semanas fiz aqui um post falando muito bem da inovação VLT – o bonde moderno – que foi reintroduzido na paisagem urbana brasileira. 

Pois é, a crise e a degradação que vai tomando conta do Rio vai chegando ao metrô, onde está acontecendo aquilo que chamo de desinovação.

O metrô no Rio de Janeiro foi sempre um exemplo de serviço e espaço público operado com eficiência e respeito pelos clientes.

Inclusive tornou-se conhecida a expressão “efeito metrô”, que sintetiza a política da concessionária de induzir uma atitude positiva dos passageiros substituindo imediatamente qualquer equipamento ao menor sinal de vandalismo ou quebra, seja banco, luminária, vidro ou limpando grafites nas paredes das composições ou dos corredores do metrô e até mesmo removendo chicletes do chão.  

Essa política é que faz com que o mesmo passageiro, que vandaliza o trem suburbano ou o ônibus, quando dentro do metrô se sinta valorizado e assume outra atitude mais social e construtiva.

Mas agora os sinais são evidentes de que a crise do Rio de Janeiro está mostrando sua cara também no metrô.

Desde os Jogos Olímpicos os sinais foram aumentando, aumentando e agora já não dá mais para viajar sem conspícua e barulhenta companhia de músicos, cada vez mais mambembes e cada vez menos artistas, nem tampouco sem ouvir vendedores e também pedintes.

Infelizmente o metrô caminha para se equiparar ao ambiente padrão do sistema ferroviário que serve aos subúrbios, aquele que leva hoje o nome de Supervia e que – fique sabendo – é uma empresa Odebrecht.

No trem os camelôs se enfileiram um atrás do outro desfilando com suas mercadorias sem se incomodar com qualquer tipo de repressão. Lá o comércio ambulante é livre, amplo, geral e irrestrito. Vendem-se desde picolés a fraldas geriátricas.

É bem verdade que no metrô ainda não vi os pregadores religiosos, que seguem o modelo de profetas do Apocalipse, que são comuns nos trens suburbanos. Mas do jeito que as coisas vão indo, podemos chegar lá em breve.

Indagados sobre essa situação os metroviários dizem que o que agrava o problema é o fato de que os passageiros são contrários à repressão. Muita gente alega ter pena dos mendigos e vendedores – coitados não estão roubando!  E em relação aos músicos, existe gente que também não vê problema, afinal são apenas “jovens que alegram a viagem”.

O saldo é que cada vagão metroviário vai se tornando um espaço no qual passageiros vão sendo espremidos na competição entre artistas, que como eu disse acima, são cada vez menos talentosos e cada vez mais barulhentos, vendedores e pedintes.

Quase na terceira década do século XXI o metrô desinova e vai virando uma mistura mambembe de circo e mercado. Pena! :-(

http://blogs.oglobo.globo.com/ricardo-neves/post/metro-no-rio-vai-sendo-tomado-por-artistas-mambembes-ambulantes-e-pedintes.html

Metrô faz oferta promocional a passageiros após queda de 14,5% nas viagens

28/06/2017 - O Globo

Renan Rodrigues

RIO - A crise econômica do estado tirou passageiros do metrô: de acordo com um balanço patrimonial da concessionária do sistema, foram realizadas 46,7 milhões de viagens no primeiro semestre deste ano, o que corresponde a uma queda de 14,5% em comparação com o mesmo período de 2016, quando o número chegou a 54,7 milhões. Em números absolutos, houve uma redução de oito milhões de embarques.

Para tentar reverter o quadro, a concessionária Metrô Rio lançou nesta terça-feira um cartão promocional que custa R$ 60 e dá direito a 42 viagens em uma semana - ou seja, cada uma sai por R$ 1,40. Considerando a tarifa atual, de R$ 4,30, a economia é de 66,8% (o total sairia por R$ 180). A oferta foi anunciada como um incentivo a cariocas e turistas no período de férias, embora tenha validade até o dia 30 de setembro.

O cartão "Eu amo férias" é lançado em um momento no qual projeções de fluxo não são animadoras. Segundo o professor de economia do Ibmec Gilberto Braga, tomando como parâmetro o número de passageiros do primeiro trimestre, o sistema pode encerrar o ano com 187 milhões de viagens pagas. Caso a estimativa se confirme, haverá uma redução de 16% em relação a 2016, quando foram realizadas 216,8 milhões.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Metrô lança cartão que dá desconto de 70% durante as férias

27/06/2017 - O Globo

Passageiro terá direito a seis viagens diárias, por sete dias seguidos


Cartão dará desconto em viagens durante o período de férias Foto: Divulgação 

RIO - O MetrôRio lança nesta terça-feira um cartão especial para as férias, que dará direito a seis viagens diárias, por sete dias seguidos, no valor total de R$ 60. A economia será de cerca de 70% em comparação à tarifa normal, que é de R$ 4,30.

Válido até 30 de setembro, O cartão será vendido das 9h às 19h, nas estações Del Castilho, Carioca, Largo do Machado, Botafogo, Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos, Cantagalo, Nossa Senhora da Paz, Antero de Quental e Jardim Oceânico. Ele poderá ser pago em dinheiro ou com cartões de débito e de crédito, com os promotores de venda nessas estações.

A partir de julho, também poderá ser comprado na recepção da rede de hotéis Accor da cidade. Ao comprar o cartão “Eu amo férias”, o usuário vai ganhar um porta-cartão e um mapa de bolso com informações sobre os transportes da cidade, com indicação dos principais pontos turísticos.

sábado, 24 de junho de 2017

Anunciados como legado para o Rio, BRT e Metrô penalizam carioca mais pobre

23/06/2017 - Diário do Transporte


Fundação Getúlio Vargas analisa legado de grandes eventos e mostra que BRT e Metrô comprometem até 2/3 da renda dos usuários da zona Oeste do Rio

ALEXANDRE PELEGI

Quem não leu ou ouviu sobre o tal “legado olímpico” que as grandes obras de transporte público deixariam para o carioca?

A mobilidade urbana, cantada em prosa e verso durante os jogos, foi o grande destaque dos noticiários em 2016. A integração do metrô com o BRT e o VLT era uma das novidades anunciadas. O Rio de Janeiro prometia uma transformação profunda no transporte público.

Mas o legado dessas intervenções já era desde então uma das grandes preocupações de quem vive na cidade maravilhosa, como já demonstrava Thereza Lobo, diretora executiva do movimento Rio Como Vamos (RCV). Para ela, apesar de todos os investimentos, questões importantes precisavam ser discutidas, como a manutenção posterior.

O carioca estava esperançoso. Pesquisa feita pelo RCV em 2015, um ano antes dos jogos Olímpicos, constatou que 29% acreditavam que o principal benefício (o “legado”) dos Jogos seria a melhoria dos transportes públicos. E os entrevistados citavam como investimentos prioritários as novas vias de BRT (66% ) e a expansão do metrô (56%).

No entanto, uma pesquisa inédita feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra realidade distinta quanto ao famigerado legado. Hoje, além de problemas sérios de manutenção, somados a questões envolvendo custos do sistema – que enseja uma queda de braço entre prefeitura e empresas de ônibus, ligada ao congelamento da tarifa de ônibus – , o bolso do carioca demonstra que também está sofrendo…

A pesquisa da FGV aponta que o gasto com o sistema de transporte no Rio – BRTs e metrô – , em relação à integração dos dois modais, castiga a Zona Oeste e a Zona Norte, sentido Pavuna, onde se detecta uma desigualdade de acesso por conta da renda. O estudo mostra, por exemplo, que o sistema de transportes chega a comprometer 65% da renda dos moradores de Vila Paciência, na Zona Oeste carioca.

Para quem esperava uma revolução na mobilidade da cidade, o legado parece ter ficado largado. Segurança pública, despoluição da Baía de Guanabara e o uso da infraestrutura deixada pelo Parque Olímpico, são outros exemplos de um legado que não veio como anunciado.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes.


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Engenheira lança livro sobre o Metrô Rio

17/05/2017 - ABIFER

A engenheira Ângela França Pedrinho, com vasta experiência no setor metroferroviário brasileiro, está lançando hoje o livro "Metrô – os trilhos que mudaram o Rio", de sua autoria, na cidade de Petrópolis, RJ. 

O livro tem por objetivo apresentar interessantes aspectos históricos da construção e dos primeiros anos de operação do metrô, ate os dias atuais, com amplo acervo fotográfico, de notável valor histórico, contado por quem vivenciou esta evolução bem de perto, participando de cada momento. 

As dificuldades da sua construção que exigiu engenhosidade e criatividade da engenharia pelas dificuldades encontradas devido à geografia da cidade, os transtornos que causou no comercio por onde passou, o arrojado projeto com arquitetura modernista premiada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil, a revitalização da cidade através da reurbanização dos locais públicos, dentre outros aspectos. 

Editado após quase 37 anos do inicio da operação, este livro torna publico a historia do metropolitano, que se confunde com parte da historia da cidade do Rio de Janeiro, acrescentando um grande conhecimento sobre o transporte urbano sobre trilhos. 

Ângela iniciou os seus trabalhos na área de transportes em 1976, quando foi admitida na Companhia do Metropolitano do Rio de Janeiro – metrô e, no caminho, apesar de ser mulher logo chefiou um grupo de técnicos na área de manutenção. 

Passou também pelas áreas de projeto, operação, testes, planejamento. Dentre os principais momentos que vivenciou na carreira, foi quando teve a oportunidade de estar presente na primeira descida do trem ao túnel para o teste de gabarito. 

Assumiu a presidência do Comitê Brasileiro Metro Ferroviário da ABNT , tendo sido eleita por 3 mandatos consecutivos e permanecendo a frente do CB-06 por 6 anos, quando neste período participou da missão diplomática realizada à Polônia. 

SERVIÇO 

Lançamento do Livro "Metrô – os trilhos que mudaram o Rio" 

Primeira Data: 17 de maio de 2017 
Local: Praça da Liberdade, 247 - Casa Claudio de Souza 
Cidade: Petrópolis, RJ 

Segunda Data: 26 de maio de 2017 
Local: Travessa dos Tamoios, 43 
Cidade: Rio de Janeiro, RJ.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Linha 4 do Metrô do Rio rendeu propina de R$ 50 mi a Cabral, dizem delatores

18/04/2017 - Istoé

Estadão Conteúdo

Mesmo com estações não concluídas até hoje, a construção da Linha 4 do Metrô do Rio, que liga a zona sul à região da Barra da Tijuca, rendeu milhões ao ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) e ao então secretário de Transportes fluminense, Júlio Lopes. Em suas delações, os ex-executivos da Odebrecht Benedicto Júnior, o ‘BJ’, e Marcos Vidigal apontam pagamentos aos políticos, que somam mais de R$ 50 milhões a Cabral – o “Proximus” na planilha de propinas da Odebrecht -, atualmente preso no Complexo Penitenciário de Bangu, e R$ 4 milhões a Lopes, deputado federal pelo PP.

Considerada um obra essencial para a mobilidade da Olimpíada de 2016, a linha 4 do Metrô do Rio foi idealizada ainda em 1998, quando uma concessionária liderada pela empreiteira Queiroz Galvão venceu o edital.

Quando Cabral retomou o projeto, em 2009, após a escolha do Rio como sede dos Jogos, a Odebrecht comprou por R$ 11 milhões a participação da empreiteira Constran, ficando com 33,3% do contrato. A partir daí, de acordo com ‘BJ’, a empresa passou a pagar propina aos políticos para conseguir tocar a obra, que tinha como prazo de conclusão fevereiro de 2016.

Com o andamento da construção da linha, que foi dividida em duas frentes de trabalho, o peemedebista começou a discutir, como de costume, um pagamento de 5% do contrato.

De acordo com ‘BJ’, o pedido foi discutido em reuniões com o então governador, já que a empresa se recusava a pagar um valor tão alto. “Eu dizia: ‘governador, eu paguei R$ 11 milhões só para entrar nesse negócio […] Qualquer conta que eu venha a fazer, ajudar, não tenho problema de ajudar, mas não posso ser tratado com 5%”, delatou ‘BJ’.

Após a negociação, Cabral teria recebido R$ 50,5 milhões, de acordo com os lançamentos registrados na “planilha da propina” da Odebrecht.

Já Marcos Vidigal, representante da Odebrecht na obra, relatou encontros com executivos da Queiroz Galvão, então líder do consórcio, sobre a importância de pagar propina de 0,5% do valor do contrato ao então secretário Júlio Lopes.

O contato teria sido feito pelo executivo Lúcio Silvestre, que “explicou que os pagamentos tinham uma importância estratégica, pois, caso não fossem efetuados, poderíamos ter problemas na condução das obras”.

Sob os codinomes de “Velho”, “Lindinho” e “Pavão”, Lopes teria recebido R$ 4 milhões entre 2010 e 2014.

Lopes, que tem foro privilegiado, será investigado pelo Supremo Tribunal Federal. As informações sobre Cabral foram encaminhas à Justiça Federal no Rio.

Defesa

Em nota, o advogado Luciano Saldanha Coelho, que defende o ex-governador Sérgio Cabral, afirmou: “Nossa manifestação sobre o caso será no próprio processo.”

Já a assessoria do deputado Julio Lopes, afirmou: “Em relação às delações de executivos da Odebrecht que teriam citações ao deputado Julio Lopes, informo:

1 O Deputado Julio Lopes está surpreso e indignado com ilações atribuídas ao seu nome, confia na Justiça, no trabalho realizado pelo Ministério Público e acredita que a verdade será restabelecida. Fatos desconexos, extemporâneos e completamente destoantes da realidade não podem ser utilizados como instrumento determinante para manchar reputações ou para qualquer acusação;

2 O Deputado Julio Lopes processará civil e criminalmente àqueles que tem tentado macular a sua imagem com mentiras e falsas acusações;

3 O Deputado Julio Lopes não teve qualquer responsabilidade ou mesmo qualquer ingerência na definição de custos, preços e pagamentos das obras da Linha 4;

4 As atribuições pertinentes às obras da linha quatro, conforme várias vezes noticiado pela imprensa, foram de responsabilidade da Casa Civil. Apenas em 2017 o governador Pezão atribuiu a responsabilidade da Linha 4 à Secretaria de Transportes.”

A Construtora Queiroz Galvão afirmou que não comenta investigações em andamento.